Buenas,
fiquei um tempo afastado, por motivos de força maior, mas, devagarzinho, vamos tentando retomar a vida… nada de mais, não precisam se preocupar, caso o fizessem…
Estava eu, nesse meio tempo, pensando sobre as fugas que podemos ter…
Alguns bebem, outros se drogam, outros vão para o sexo, outros dormem, ou, alguns outros, fazem todas as anteriores…
A cada dia vemos mais pessoas com síndromes, algumas, ridículas, mas, não menos problemáticas para quem se acomete delas.
No meu caso, eu dormia. Não sou chegado a drogas, embora ainda veja uma comédia romântica que outra, nem bebo; o sexo que é bom, depois de casado, vira coisa rara, ainda mais com um frio desses de lascar, onde o pau vira um clitóris com recursos avançados. Amantes são uma boa pedida, mas, na fase de tentativa de refazimento moral em que me encontro não é algo a se ponderar… não, não deixei de gostar de mulher, apenas estou tentando contar o ímpeto de fazer cagada, afinal, há coisas mais importantes na vida do que simplesmente comer uma gostosa (embora não tenha nada melhor).
Enfim. Mas, onde chegar com isso tudo?
Simples.
O ponto é do porque precisamos de fugas?
Fugas da realidade em que nos encontramos.
O querer fugir de onde você se encontra, na verdade, é um sinal de alerta que todos devemos entender como: “Há algo errado”. E, nesse simples comando mental, ativar um refinamento para tentar entender o porque você não gosta daquilo.
Nesse ponto, devemos separar as nossas conclusões para análise posterior. Afinal, o que achamos que é bom para nós nem sempre REALMENTE é bom. Pode ser, a curto prazo, por exemplo, no caso de alguém que está afim de algo novo, fazer algo doido para quebrar a rotina. Não há nada de mal nisso, certo? Nem sempre…
Sempre tem como ficar pior do que está. Ou, como diria o filósofo: Não há nada tão ruim que não possa piorar…
A tática do ‘bode na sala‘, as vezes, pode nos remeter a uma conclusão de que a coisa não era tão ruim quanto imaginávamos…
Mas, ainda assim, se você se der conta de que toda e qualquer coisa que aconteça na sua vida não é por acaso, poderá concluir que todos somos o somatório de nossas experiências, e, ao contrário do que alguns possam achar, não é o conhecimento que acumulamos que faz a diferença, mas sim, como procedemos frente às situações que se apresentam.
Sim, podemos aprender que a tomada dá choque apenas ouvindo alguém nos dizer isso, ou, se preferirmos, podemos enfiar os dedos em uma para ter a real dimensão da coisa. A escolha é de cada um.
O que eu acho é que para alguns, fugir da realidade é um consolo, é ter um momento de alegria num mar de merda… mas, para outros, encarar essa realidade pode ser, embora dolorida no processo, bastante libertadora ao final.
E foda-se se você concluir que é incompatível com algumas coisas. É normal. O que conta mesmo é você ter certeza de que o seu modo de vida não agride os outros, não te faz fazer coisas imorais, criminosas ou que tragam prejuízo aos outros.
Como ouvi outro dia, nada que tenhamos que fazer escondido pode ser algo bom. É claro que ninguém vai começar a cagar de porta aberta, mas, ainda assim, tenho que concordar que a verdade é bastante libertadora. Não ter o que esconder, não ter o rabo preso e não ter medo de que descubram aquele seu ‘podre’ é o que eu poderia classificar como a verdadeira liberdade. Uma pessoa que não tem o que temer é alguém que pode ver o mundo de cabeça erguida. E, triunfando ou não ao final, pelo menos ela terá sempre a sua consciência leve…
Não estou pregando que devamos nos tornar santos da noite para o dia. Só estou contando o quanto eu tenho passado por momentos beirando à viagem fora da casinha, mesmo não me drogando, nesses últimos dias.
Se reprogramar é um processo que envolve sim uma boa dose de dor. Pois nesses momentos você encara todos aqueles ‘demônios’ internos. Mas, superá-los é algo que dá bastante alegria…
Resumindo isso tudo. Paremos de transferir culpas dos problemas. Cada um de nós pode (e deve) pelo menos não se conformar com o que te aflige. Porque esse processo todo, além de te tornar alguém um pouco melhor, certamente, por irradiação, poderá fazer do mundo, um lugar menos dolorido.
E era isso…








